"Pra mim, essa é uma experiência em ser honesto com você mesmo e nunca negar o que você sente, e alcançando e conhecendo o que você vê e não julgando isso," Crahan conta à Noisecreep. "Esse cara é meu parceiro musical. Ele veio até minha casa e queria me dizer adeus antes da última turnê do Slipknot. Nós conversamos e ele estava falando, tipo, 'Ei, verei você em um mês,' e tudo que eu poderia fazer era olhar para a parede à minha direita e ver isso."
Sempre ansioso para ver além da superfície, Crahan agarrou a oportunidade de capturar Pfaff em, literalmente, uma luminosidade diferente. "Ele estava apenas em pé lá, sua sombra. Eu tenho uma janela em cima da porta, e a luz estava entrando e estava certinha em volta da cabeça dele," Crahan disse. "E eu estava tipo, o que está acontecendo? Aquilo é a energia dele? É um halo? É lindo. Se você o conhece, você pode olhar pra essa foto e, 'Ei, aquele é Mike.' E isso que eu achei que fosse legal."
Enquanto a visão de Crahan como um artista o permite capturar a foto, ele admite que havia sorte envolvida lá. Assim aconteceu que o reflexo se destacou através do "spackled drywall" fornecido para uma textura pesada da foto. "É como o sol radiando chamas. A cabeça dele estava pegando fogo," Crahan disse. "Ele veio a minha casa com boas intenções, e é por isso que estamos aderindo com branco aqui ao invés de vermelho. Eu estava tipo, 'Espere aí, não se mova ou eu vou te matar.' Eu me mandei, peguei a câmera e tirei três fotos. Eu amei essa porque ela veio de lugar nenhum. Foi um presente. Não nos preocupamos com o que as pessoas vão achar do que sentimos ou do que sabemos. Nós podemos apenas ser culpados por ter que fazer o que mais sentimos, e eu tive que tirar essa foto, e aí está ela. É pra mim, é pra ele."
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